segunda-feira, 21 de julho de 2014

A FIGUEIRA ESTÉRIL



Mateus 21: 18-22



INTRODUÇÃO

Jesus executa uma ação parabólica ou figurada interpretada.
Sua maldição sobre a figueira, simboliza a maldição ou julgamento, contra o Templo e os lideres religiosos(não todo Israel) ratificada por Roma na derrota de Jerusalém em 70D.c.

18 - De manhã cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome.

19 - Vendo uma figueira “à beira do caminho”, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser “folhas”. Então lhe disse: "Nunca mais dê frutos!" Imediatamente a “árvore secou”.

20 - Ao verem isso, os discípulos ficaram espantados e perguntaram:
"Como a figueira secou tão depressa?"


Em contra partida, Jesus apresenta a comunidade de discípulos como uma comunidade alternativa de oração, fé e poder vivificador.


21 - Jesus respondeu: "Eu asseguro que, “se vocês tiverem fé e não duvidarem”, poderão fazer não somente o que foi feito à figueira, “mas também dizer a este monte”: 'Levante-se e atire-se no mar', e assim será feito.

22 -  E tudo o que pedirem em oração, “se crerem, vocês receberão".




Desenrolando a Parábola

Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: "Nunca mais dê frutos!"

As folhas deveriam evidenciar os frutos, no contexto do 21: 1-17, o referente para a ação de Jesus, deve ser a Liderança religiosa do Templo: chefes do sacerdotes e escribas(21: 15-45), anciões(21:23), fariseus, herodianos e saduceus(22: 15,16,23,34), que não reconhecem Jesus comissionado por Deus, para manifestar sua presença salvadora e o império de Deus.

Eles não lhes dar a boa vinda(21:10); sua administração do Templo é defeituosa(21: 12-13); Eles se ressentem com sua cura no Templo(21: 14-15); porque eles não reconhecem que ele é da linhagem de Davi, por isso não lhes davam louvores(21: 15-16).

A ausência de frutos descreve as vidas dos lideres religiosos que não agradam a Deus.  

Amaldiçoando a figueira(Jesus)que é maior que o Templo, anuncia a maldição de Deus sobre eles. Roma, como agente de Deus, realiza o julgamento na derrota deles e de seu Templo em 70D.c.

Imediatamente a “árvore secou. A maldição ou a palavra de julgamento de Jesus é imediata e visivelmente eficaz.

Uma figueira com fruto significa bênçãos de Deus.
“Porque o Senhor teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas;Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel.” (Dt 8:7-8).

Uma figueira murcha simboliza julgamento de Deus. 

"Eu quis recolher a colheita deles",declara o Senhor."Mas não há uvas na videira
nem figos na figueira;as folhas estão secas.O que lhes dei será tomado deles." (Jr 8:13)

Ao verem isso, os discípulos ficaram espantados e perguntaram:
"Como a figueira secou tão depressa?"

a comunidade de discípulos é caracterizada pela oração, fé e poder vivificador.
Jesus respondeu: Eu asseguro que, se vocês tiverem fé e não duvidarem....
A fé é um atributo do discipulado, é um meio de encontrar o poder e o favor de Deus.
A maldição de Jesus sobre a figueira, faz de Jesus um modelo dessa fé poderosa, e do discipulado uma imitação dele.


A que montanha se refere Jesus??

É o monte do templo. Lança-la no mar evoca o julgamento dos demônios\porcos(8:28-32) e o sistema do Templo com exploração do pobre e promoção dos interesses da elite, segue o mesmo caminho.

Com a destruição do templo 70D.c, algo de novo é possível para comunidade  Mateana.

E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão.
A presença de fé sugere que o pedido estará de acordo com a vontade de Deus.






                                                                                                      Pr. Demetrio M. Nascimento                                                                                                        Juiz de Paz eclesiástico e Capelão Civil


  

A AUTORIDADE DE JESUS



Mateus 21: 23-27




INTRODUÇÃO


Após Jesus ter entrado no Templo expulsando cambiadores(vendedores), curando enfermos dentro do templo, ser aclamado por crianças ele foi para Betânia e pernoitou lá. Provavelmente na casa de Marta e Maria e seu irmão Lázaro.
Ao amanhecer Jesus volta para Jerusalém. No Caminho ensina sobre a parábola da figueira a seus discípulos(21: 18-22) e retorna novamente ao Templo.

23 - E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, diziam: Com que autoridade fazes isto? e quem te deu tal autoridade?

A cúpula religiosa Principais sacerdotes, Anciões, Escribas e Fariseus eles sempre recusam a autoridade de Jesus, sendo uma pessoa enviada por Deus.

O Templo é um lugar de oração e louvor, inspirado por Deus agora é um lugar de ensino, outrora havia sido de cura(21:14).

Eles(cúpula religiosa) não escutam o ensino de Jesus pois a sua autoridade esta centrada no templo e no status, na Origem(Chefes e Sacerdotes); na formação(Escribas) e na Riqueza(Anciões); e na aliança política(César).


Por isso a pergunta deles para Jesus: Com que autoridade fazes isto?
 e quem te deu tal autoridade?


Se Jesus afirmar a sua própria autoridade, ele admite não ter nenhuma legitimação Institucional ou Cultural(Ex 28: 1-2). Jesus era da tribo de Judá. Estaria agindo contra os propósitos de Deus e certamente contra os deles (A Cúpula religiosa)

Se afirmar a autoridade de Deus ele(Jesus) blasfema e viola a Jurisdição deles.

Mas Jesus, lhes faz outra pergunta:

24 - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Eu também vos perguntarei uma coisa; se me disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço isto.


25 - O batismo de João, de onde era? Do céu, ou dos homens?

A pergunta de Jesus sobre João(o batista), é astuta, porque o evangelho liga João a Jesus intimamente.

João prepara o caminho para Jesus (3: 1-12); o Batiza(3: 13-17); eles pregam a mesma mensagem sobre o império de Deus(3:2 e 4:17); Jesus confirma João como preparador para sua vinda(11: 7-19); ambos são identificados como Profetas(11:9 e 21:11).

Em suma, decidir sobre João é decidir sobre Jesus.

25 b - E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes?
26 - E, se dissermos: Dos homens, tememos o povo, porque todos consideram João como profeta.

A) – Crer em João significaria aceitar sua pregação, ou seja, arrepender-se e ser batizado.
Jesus testemunhou que João era um profeta.

B) - Concordar com a multidão seria concordar com Jesus e Deus. Isto significaria ter de aceitar o testemunho de João sobre Jesus.

27 - E, respondendo a Jesus, disseram: Não sabemos. Ele disse-lhes: Nem eu vos digo com que autoridade faço isto.

A resposta dos lideres religiosos mostra que eles(a cúpula religiosa) não estão fazendo a vontade de Deus, pois não admitem que João era profeta. Pois se o admitissem, estariam confirmando a autoridade de Jesus como uma pessoa comissionada por Deus para fazer a sua vontade.

Por isso Jesus segue fazendo três perguntas baseadas em três parábolas: A parábola dos dois filhos; a parábola dos lavradores maus e as parábolas das bodas.





                                                                    Pr. Demetrio M. Nascimento
                                                                    Juiz de Paz eclesiástico e Capelão Civil


A GENEALOGIA DE JESUS (Geração)



Mateus  1: 1 -14



1 - Introdução:

A genealogia sempre quer nos mostrar algo importante, não é somente para saber de onde a pessoa veio, mais saber a estirpe, ou seja, se essa pessoa veio ou não de uma família nobre.
         O primeiro versículo nos apresenta Jesus da seguinte forma:

Livro da origem de Jesus Cristo, “filho de Davi, filho de Abraão”.

        Tratando-se principalmente de Jesus, a sua origem tem um peso significativo
Jesus é filho de Davi e filho de Abraão.
       
Aquele homem simples e pobre que nasceu em Belém de Judá, é filho de um pai a quem Deus prometeu abençoar todas as nações, e de um rei, a qual Deus fez promessas de um Reino eterno. Jesus não era qualquer um.

O grande problema é que os seus patrícios, os judeus, não se focaram para essa origem, 
se focaram para a natureza humana de Jesus, sem olhar para a natureza divina. 
Sem olharem para o Cristo que os profetas tanto falaram.

E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que estes se maravilhavam e diziam: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos?
 Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?
E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? 
(Mt 13: 54-58)

Continuando o estudo, veremos algumas anuências na geração de Jesus. Tudo é igual, quando o escritor de Mateus nos relata que “A e pai de B”, entretanto ele nos chama atenção, que tudo muda quando se diz: fulano “gerou de” ou “da que fora mulher de” cicrano.

Versículos 2 ao 6:

Abraão gerou a Isaque;  Isaque gerou a Jacó; Jacó gerou a Judá e seus irmãos;
Judá gerou, de Tamar, a Farés e Zará;  Farés gerou a Esrom; Esrom gerou a Arão;  Arão gerou a Aminadabe;  Aminadabe gerou a Nasom;  Nasom gerou a Salmom;
  Salmom gerou, de Raabe”, a Booz;  Booz gerou, de Rute, a Obede;  Obede gerou a Jessé; Jessé gerou o rei Davi.  Davi gerou Salomão da que fora mulher de Urias”;

Do versículo 7 até ao 15  a geração segue normalmente, Reis bons e Reis ruins, não importa, a Teocracia de Deus estava cumprindo seus propósitos. Quando chega no versículo 16 então veremos mais uma anuência  na geração de Jesus.

 Jacó gerou a José, marido de Maria, “da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.

2 - A inclusão das mulheres nos propósitos de Deus.
Temos cinco mulheres  na geração de Jesus, segundo a lei e os costumes Judaicos, mulheres não tinham parte com a geração, na verdade, não tinham valor como ser humano. Mais o escritor de Mateus nos mostra que elas fazem parte da geração de Jesus.

1º - Temos três mulheres pagãs:

a)   Tamar era Cananéia  e foi aquela viúva que se vestiu de prostituta, enganou seu sogro deitou com ele para poder lhe dar descendência.
(Gn 30: 1-30)

b)   Raabe era cananéia e prostituta e morava em cima do muro de Jerico. Foi ela que escondeu os espias de Jerico.(Js 2: 1-14)

c)   Rute uma moabita, descendente do incesto de Ló com suas duas filhas, ela se apoia na sua sogra Noemi e se casa com Boaz.(Rt 4: 1-22)


Tanto Tamar, Raab e Rute são contracultural a vontade do homem, mais fazem parte dos desígnios de Deus, segundo as promessas feita a Abraão de abençoar todas as nações, e fazem parte da geração de Jesus.

d)   Beteseba e Maria eram mulheres Israelitas, entretanto, Betseba entra em um relacionamento extraconjugal com o adultero e assassino, o Rei Davi. Era também Beteseba casada com um pagão, Urias que era Hitita.

E) Maria desposada(noiva) de José, que aparece grávida. Para a sociedade da época, aparecer grávida antes do casamento é contracultural, é contra o costume, e passivo de apedrejamento, segundo a lei. Mais para o conforto do coração de José, ela estava apenas gerando, o Filho de Deus, Jesus, através do Espírito Santo.

Foi isto dito pelo anjo a José em sonho.

OBS:   José  é  marido de Maria e não pai de Jesus.
Maria é aquela da qual nasceu Jesus  e não Mãe de Jesus. (Mt 1:16)

Em Suma eles não são pais biológicos de Jesus.


Finalizando.....

O Escritor do Livro de Mateus nos aponta que na Geração de Jesus Cristo, Tinha nora que fez sexo com sogroprostituta, pessoas que adoravam outros deuses, relacionamento extraconjugal misturado com assassínio e adultério, e uma virgem desposada  grávida.

O escritor de Mateus nos apresenta Deus com um pensamento diferente dos propósitos do homem. Um Deus que inclui mulheres pagãs, adúlteros, entre outros tipos de pessoas que não tinham, anteriormente direito, segundo a Lei, a fazer parte desta cultura sociopolítica e financeira de Israel.

Entretanto, o Deus da Nova Aliança, a saber Jesus, e um Deus que não se importa de onde você veio, o que você faz, qual é seu sexo, sua cor, ou etnia. O que Jesus quer, é nos dar a oportunidade de nos arrependermos verdadeiramente, o conhecer e o aceitar como Nosso Senhor e Nosso  Salvador.
                                                


                                                                                     Pr. Demetrio M. Nascimento
                                         Juiz de Paz e Capelão Civil